Diferença entre jato de plasma e eletrocautério

Publicado por FisioFernandes em 24/12/2020 - 1 Comentário


 

Diferença entre jato de plasma e eletrocautério

*Publicado por Fisio Fernandes e Priscila Moro

A eletroterapia é usada na estética. Nesta terapia, os aparelhos utilizam correntes elétricas que oferecem excelentes resultados.

Nesse tipo de tecnologia, as eletroterapias que mais se destacam são o jato de plasma e o eletrocautério. Há quem diga que elas são a mesma coisa, mas a ciência prova que não. 

A grande diferença entre jato de plasma e eletrocautério é o tipo de corrente promovida e o modo como agem. Ou seja, as técnicas de aplicações são semelhantes e o uso pode ser destinado às mesmas disfunções estéticas (estrias, manchas, cicatrizes e rugas). Entretanto, agem de forma distinta.

Atenção às indicações:

  • Rejuvenescimento
  • Remoção de ceratoses ou papilomas (verrugas)
  • Hiperpigmentações (melanoses e efélides)
  • Diminuição de pigmentos exógenos (micropigmentação e tatuagens)*
  • Remoção de xantelasmas
  • Cicatrizes de acne
  • Flacidez de pálpebras e lóbulo de orelha

Confira a seguir, a diferença entre jato de plasma e eletrocautério.

 

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Jato de Plasma

O plasma consiste em gás ionizado, que pode ser obtido quando há o aquecimento e a separação de elétrons e íons ao entrar em contato com o oxigênio. Apresenta uma cor azulada/lilás.

O aparelho gera plasma artificial por meio de corrente contínua de alta intensidade e com alta tensão. É necessário um meio condutor para realização deste tipo de procedimento.

Desta forma, esse emissor de ondas elétricas de corrente alternada ou contínua atinge somente o estrato córneo da pele, sem causar danos às outras camadas, como folículos pilosos.

Como resultado, estimula a produção de colágeno tipo 1, onde há restabelecimento da bioeletricidade celular, liberação de fatores de crescimento e quimiotaxia.

 

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Eletrocautério

O equipamento apresenta corrente alternada de baixa tensão e alta intensidade, o que produz uma lesão controlada e mediada na epiderme. A técnica, que apresenta uma luz vermelha/laranja, dispara jatos de energia elétrica no campo magnético seco, ou seja, diretamente na pele sem a necessidade de meios condutores.

Desse modo, pode ser usado para despigmentação de tatuagens, diminuindo de dois a três tons do pigmento. No entanto, quando estas são coloridas, pode não proporcionar bons resultados.

Também é indicado para melhorar manchas senis e melanose solar, quando ocorre hiperpigmentação da melanina

Desta maneira, ao buscar a diferença entre jato de plasma e eletrocautério, pode-se afirmar que ambas têm as mesmas finalidades. Entretanto, clinicamente, é possível observar que o eletrocautério resulta em uma capacidade de destruição pontual maior. Já com a técnica do jato de plasma, há um controle maior do depósito energético.

 

Concluindo sobre a diferença entre jato de plasma e eletrocautério

Hoje em dia as eletroterapias e o rejuvenescimento facial têm sido muito falados, e as terapias mais conhecidas são o jato de plasma e o eletrocautério. Porém, muitos profissionais, ultimamente, têm usado o eletrocautério chamando-o de jato de plasma.

Ainda que a finalidade terapêutica seja a mesma, e as técnicas sejam parecidas, é importante ressaltar que há, sim, diferença entre jato de plasma e eletrocautério.

Para complementar as informações sobre a diferença entre ambos, é importante acrescentar ainda algumas observações relevantes:

  • O plasma apresenta uma cor azulada/lilás. Já o eletrocautério, uma luz  mais vermelha/laranja. Esse é primeiro ponto para diferenciar as duas técnicas.
  • O eletrocautério é mais “fácil” de fazer a aplicação, enquanto o plasma precisa de mais precisão por parte do profissional, uma vez que o gás necessita ser ionizado para ter ação na pele.
  • No pós-procedimento com o plasma, a resposta inflamatória é mais controlada, gerando menos edema.
  • Ambos trazem resultados e precisam ser realizados com uma boa conduta profissional, incluindo cuidados pré e pós-sessões e até protocolos associados.
  • Vale lembrar que há indicações até o fototipo 3. Para o fototipo 4, é necessária uma avaliação, pois a chance de hiperpigmentação é maior. Já os fototipos e 5 e 6 são contraindicados.  Por isso uma conduta profissional é muito importante e de grande responsabilidade, para oferecer segurança nos resultados.
  • Como ambos geram um processo de lesão na pele, deve-se procurar aparelhos com Registro da Anvisa, para que o trabalho seja realizado com total respaldo e segurança.

Ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o assunto? Deixe seu comentário. Será uma satisfação poder ajudar!

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